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Guia de cabeamento

Cabeamento da rede de um cluster: cobre, fibra, curvatura e identificação

Qual cabo usar em cada distância, os limites de curvatura e o plano que transforma centenas de cabos em uma lista conferível.

Atualizado em 17 de outubro de 2026

Cobre ou fibra

A distância decide o tipo de cabo. Na geração NDR, o guia de cabeamento da NVIDIA organiza as opções assim:

TipoComo funcionaOnde usar
Cobre passivo (DAC)Não consome energia da porta; é o mais baratoDentro do rack, nas distâncias mais curtas
Cobre ativo (ACC)Amplifica o sinal com cerca de 1,5 W por conectorDentro do rack ou entre racks vizinhos
Transceptor com fibra multimodoConverte o sinal em luz; menor consumo entre as fibrasEntre switches a até 50 m
Transceptor com fibra monomodoAlcance maior, custo e consumo maioresDistâncias acima da multimodo

O mesmo guia registra duas mudanças da geração NDR em relação à HDR: o cabo óptico ativo, com transceptor e fibra numa peça só, deixou de ser prático, e os cabos de fibra passaram a usar conectores MPO/APC, de face angulada, que não funcionam com transceptores HDR ou EDR. Transceptores multimodo e monomodo também não se conectam entre si.

Raio de curvatura

Dobrar o cabo além do limite degrada o sinal ou danifica o cabo, e o problema aparece como erro intermitente, difícil de achar depois. Para a geração NDR, o guia indica:

  • cobre (passivo ou ativo): raio mínimo de 70 mm junto ao conector e de 34,5 mm no resto do cabo;
  • fibra, monomodo ou multimodo: raio mínimo de 30 mm.

Esses limites definem o espaço atrás do rack, a profundidade dos organizadores e o caminho das bandejas. Cabo grosso de cobre pede rack com espaço lateral para a curva.

Comprimento certo de cada cabo

Cabo curto demais não chega à porta. Cabo comprido demais sobra no rack, atrapalha a ventilação e dificulta a manutenção. Por isso o comprimento de cada ligação sai do desenho da sala, medido de porta a porta pelo caminho real do cabo, com a folga das curvas.

O plano de cabeamento lista cada ligação: origem, destino, tipo de cabo e comprimento. Essa lista vira o pedido de compra, e o risco de chegar cabo com comprimento errado cai muito.

Identificação

Em rede com centenas de cabos, a identificação poupa horas em cada manutenção. O guia recomenda que a etiqueta de cada cabo traga pelo menos:

  • o equipamento de origem e o de destino;
  • a porta de cada ponta;
  • o tipo e o comprimento do cabo;
  • o número de série.

Todos os equipamentos precisam de nomes únicos, iguais no desenho, na etiqueta e no sistema de gerência. Assim, um erro apontado pelo diagnóstico da rede leva direto ao cabo físico.

Como instalamos

  1. Plano de cabeamento aprovado antes da compra, com mapa de portas.
  2. Conferência dos cabos e transceptores recebidos contra o plano.
  3. Passagem e organização respeitando curvatura e fluxo de ar.
  4. Etiqueta em cada ponta, conforme o mapa.
  5. Teste de cada ligação: velocidade, largura e contadores de erro, descrito no roteiro de testes.

Perguntas frequentes

Posso reaproveitar cabos de fibra da geração anterior?

Na geração NDR, os cabos de fibra usam conectores MPO/APC, que não funcionam com transceptores HDR ou EDR. Cabos de gerações diferentes precisam ser conferidos caso a caso.

Cobre ou fibra entre racks vizinhos?

Cobre ativo costuma atender racks vizinhos com custo e consumo menores que a fibra. A medição do caminho real do cabo decide.