Cobre ou fibra
A distância decide o tipo de cabo. Na geração NDR, o guia de cabeamento da NVIDIA organiza as opções assim:
| Tipo | Como funciona | Onde usar |
|---|---|---|
| Cobre passivo (DAC) | Não consome energia da porta; é o mais barato | Dentro do rack, nas distâncias mais curtas |
| Cobre ativo (ACC) | Amplifica o sinal com cerca de 1,5 W por conector | Dentro do rack ou entre racks vizinhos |
| Transceptor com fibra multimodo | Converte o sinal em luz; menor consumo entre as fibras | Entre switches a até 50 m |
| Transceptor com fibra monomodo | Alcance maior, custo e consumo maiores | Distâncias acima da multimodo |
O mesmo guia registra duas mudanças da geração NDR em relação à HDR: o cabo óptico ativo, com transceptor e fibra numa peça só, deixou de ser prático, e os cabos de fibra passaram a usar conectores MPO/APC, de face angulada, que não funcionam com transceptores HDR ou EDR. Transceptores multimodo e monomodo também não se conectam entre si.
Raio de curvatura
Dobrar o cabo além do limite degrada o sinal ou danifica o cabo, e o problema aparece como erro intermitente, difícil de achar depois. Para a geração NDR, o guia indica:
- cobre (passivo ou ativo): raio mínimo de 70 mm junto ao conector e de 34,5 mm no resto do cabo;
- fibra, monomodo ou multimodo: raio mínimo de 30 mm.
Esses limites definem o espaço atrás do rack, a profundidade dos organizadores e o caminho das bandejas. Cabo grosso de cobre pede rack com espaço lateral para a curva.
Comprimento certo de cada cabo
Cabo curto demais não chega à porta. Cabo comprido demais sobra no rack, atrapalha a ventilação e dificulta a manutenção. Por isso o comprimento de cada ligação sai do desenho da sala, medido de porta a porta pelo caminho real do cabo, com a folga das curvas.
O plano de cabeamento lista cada ligação: origem, destino, tipo de cabo e comprimento. Essa lista vira o pedido de compra, e o risco de chegar cabo com comprimento errado cai muito.
Identificação
Em rede com centenas de cabos, a identificação poupa horas em cada manutenção. O guia recomenda que a etiqueta de cada cabo traga pelo menos:
- o equipamento de origem e o de destino;
- a porta de cada ponta;
- o tipo e o comprimento do cabo;
- o número de série.
Todos os equipamentos precisam de nomes únicos, iguais no desenho, na etiqueta e no sistema de gerência. Assim, um erro apontado pelo diagnóstico da rede leva direto ao cabo físico.
Como instalamos
- Plano de cabeamento aprovado antes da compra, com mapa de portas.
- Conferência dos cabos e transceptores recebidos contra o plano.
- Passagem e organização respeitando curvatura e fluxo de ar.
- Etiqueta em cada ponta, conforme o mapa.
- Teste de cada ligação: velocidade, largura e contadores de erro, descrito no roteiro de testes.
Perguntas frequentes
Posso reaproveitar cabos de fibra da geração anterior?
Na geração NDR, os cabos de fibra usam conectores MPO/APC, que não funcionam com transceptores HDR ou EDR. Cabos de gerações diferentes precisam ser conferidos caso a caso.
Cobre ou fibra entre racks vizinhos?
Cobre ativo costuma atender racks vizinhos com custo e consumo menores que a fibra. A medição do caminho real do cabo decide.